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-Perguntas-E o que era aquilo, senão um namoro de colegial? Era? Parecia mais. Como explicar o que se sente se o que se sente vai tão além do que se pode explicar? Talvez... Talvez fosse mesmo algo para continuar sem explicação. Estavam, os dois, é fato, envolvidos demais... Ou não, e era como deveria ser, sem por defeito ou tirar uma briga. Quanto mais forte, dá mais trabalho? Mas a relação em si, então, não justifica tudo? Talvez... Talvez ambos não hesitariam em escolher a velha vida sem precisar sofrer com a perda, e sem saber como era bom ter todo aquele trabalho. Será? E mesmo com duas opções, sendo uma a de continuar e a outra esquecer até que go-Perguntas-


-Teoria do Abismo-Teoria do Abismo-Teoria do Abismo-
Sinto-me parada, na frente de um abismo, um desfiladeiro, lá em baixo só poeira. Não posso continuar aqui, sem caminho nenhum, não é possível seguir em frente sem cair e quebrar a cara.
Quero dar a volta, virar as costas para essa imagem, procurar um novo caminho, onde eu possa andar tranqüilamente.
Para que eu não precise olhar onde piso o tempo todo, sem poder apreciar o que acontece à minha volta.
Um caminho onde obstáculos são pedrinhas pequenas que eu posso chutar longe, e o suor na testa que o sol deixou não é mais sinal de desistência e cansaço


-Misterio de um Quadro-Essa história talvez já tenha sido contada, e de fato seu tema e núcleo podem parecer um tanto ultrapassados e comuns. Mas havia esse quadro, não tão grande, não tão colorido, e sem nenhum atrativo que pudesse levar a ser escrita qualquer coisa sobre ele. Antigo, tinha uma moldura dourada─ e a verdade é que a tinta dourada já estava saindo em algumas partes─ toda ornamentada, refletindo o estranho gosto que tinham─ ou ao menos deveriam ter─ seus donos anteriores, talvez um casal de velhos com uma fria relação afetiva, ou um viúvo ranzinza que mal se lembrava de onde surgira o tal quadro, ou mesmo porque o tinha.-Misterio de um Quadro-


-Garoa de Fim de Mundo-Era uma fazenda distante. Há muito que estava meio abandona, teias de aranha prendiam-se nos cantos e embaixo das mesas e cadeiras, a camada de pó sobre os pesados móveis. Um cenário certamente típico, para fantasmas fazerem ranger o piso velho, e vampiros saírem de armários. Brisas confundidas com suspiros, e o som agonizante de gritos por ajuda. Ao redor da casa, mais para o norte e para o leste, o terreno era cercado por uma densa floresta. E a oeste um carro de motor barulhento subia a estrada de terra que dava na garagem da fazendo. Lentamente, uma música monótona no toca-fitas parecia dar uma piscada de vida às plantas abandonadas na be-Garoa de Fim de Mundo-
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"Os despertos têm um mundo em comum, os adormecidos têm cada qual o seu."
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Abyssus Abyssum invocat.
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"Behind those grey and lonely eyes
unforgotten by time
reality is dawning
our spirit is awakening
and somewhere in the hurricane
hope is waiting
crying in the distance
and calling out your name"
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Bem-vinda!
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~Lia.
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